"Taxidermia"
(termo Grego que
significa "dar forma à pele") é a arte de montar ou reproduzir animais para
exibição ou estudo. É a técnica de preservação da forma da pele, planos e
tamanho dos animais (Hidasi Filho, J., 1976).
É usada para a
criação de coleção científica ou para fins de exposição, bem como uma
importante ferramenta de conservação, trazendo também uma alternativa de lazer
e cultura para a sociedade. Tem como principal objetivo o resgate de espécimes
descartados, reconstituindo suas características físicas e, às vezes, simulando
seu habitat, o mais fielmente possível para que possam ser usados como
ferramentas para educação ambiental ou como material didático.
É um procedimento
exercido por biólogos, que envolve conhecimentos de diversas áreas além da
Biologia, como: Química, Anatomia, Comportamento, Ecologia, Artes Plásticas, entre
outras. É uma técnica aplicada somente em animais vertebrados e seus registros
mais antigos remontam ao império egípcio, a cerca de 2.500 a.C.
Popularmente o
termo "empalhar” já foi usado como sinônimo de “taxidermizar” entretanto
há muito tempo não se usam mais os rústicos manequins de palha e barro para
substituir o corpo dos animais.
A Taxidermia
atende a diferentes públicos como donos de animais domésticos, pescadores e
caçadores desportistas, criadouros de animais comerciais, bem como museus de história
natural, entidades conservacionista, zoológicos, universidades e mais
recentemente o teatro e a televisão.
Na preparação de
animais para taxidermia, são usadas diversas técnicas como, preparação de
esqueleto, preparação de pele cheia, montagem em série, montagem para
exposição, preparação de pele em curtume, diafanização, infiltração em parafina, fixação e montagem de
coleção de insetos de várias espécies.
Taxidermia Pária
consiste na
criação de animais embalsamados que não possuem uma forma real no seu todo.
Peças resultantes desta prática normalmente são compostas por partes de dois ou
mais animais embalsamados representando híbridos irreais como quimeras, figuras mitológicas, ou
criaturas simplesmente provenientes do imaginário do autor. Para além de serem
utilizadas partes distintas de diferentes animais nas peças de taxidermia pária,
também é recorrente o uso de materiais artificiais, mais duráveis e que
possibilitam resultados mais diversificados. Muitos taxidermistas não
consideram esta prática como verdadeira taxidermia. A Taxidermia Pária é
comumente vista em apresentações de slide e museus/shows ambulatórios como
criaturas extravagantes genuínas.
Quando o ornitorrinco foi
descoberto pela primeira vez por europeus em 1798 e um pêlo e esboço do animal
foram enviados para o Reino Unido, alguns pensaram que o animal
era um embuste. Pensaram que um taxidermista tinha cosido o bico dum pato no
corpo de uma espécie de castor. George Shaw que
produziu a primeira descrição do animal na "Naturalist's Miscellany) em
1799, até chegou a levar uma tesoura até à pele seca do animal em busca dos
pontos de sutura.
O termo original
"Rogue Taxidermy" (Taxidermia Pária) foi introduzido pelo grupo MART
(The Minnesota Association of Rogue Taxidermists) sediado em Minneapolis, em
Outubro de 2004, mais especificamente pelos fundadores da associação, Sarina
Brewer, Scott Bibus, e Robert Marbury. O termo apareceu impresso pela primeira
vez num artigo da New York Times sobre a exposição estreia do grupo a 3 de
Janeiro de 2005.

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