domingo, 11 de novembro de 2012

Ministra do Meio Ambiente diz que Brasil reduz desmatamento


07-Nov-2012
Para ela, País não recebe compensação por avanços
  
Da Agência Brasil
   O Brasil é o País que mais reduz o desmatamento e as
 emissões de carbono no planeta. Ao destacar a posição 
de liderança do governo brasileiro nas metas previstas em
 acordos internacionais de mudanças do clima, a ministra 
do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o País não tem
 recebido a compensação devida por esses avanços.

—   O Brasil está fazendo muito sem ter o retorno que poderia ter. 
O Fundo da Amazônia só tem doação, até hoje, da Noruega, da
 Alemanha e da Petrobras, uma empresa brasileira que aloca 
recursos na Amazônia. Cadê os outros doadores? Nós 
estamos reduzindo o desmatamento. A contribuição brasileira
 continua.

Pelos números do MMA (Ministério do Meio Ambiente), o 
desmatamento ilegal na região caiu de 29 mil quilômetros
 quadrados (km²) em 2004 — ano em que foi registrada a 
maior degradação na região — para 6,4 mil km² em 2012. 
Este mês, o MMA deve divulgar mais uma redução da área
 degradada.

A expectativa de países em desenvolvimento e nações mais
 pobres é que o tema volte a ser debatido durante a 18ª
 Conferência das Nações Unidas para o Clima, quando as 
nações menos desenvolvidas esperam  avançar na elaboração
 da segunda etapa do Protocolo de Quioto — que  estabelece as
 metas de redução de emissões de gás de efeito estufa para
 os países desenvolvidos. A COP18 começa no fim deste mês e vai
 até o início de dezembro, em Doha, no Catar, com a participação
 de representantes de 190 países.

Apesar de endossar a aposta, a ministra não acredita em uma
 definição sobre o cálculo das emissões de carbono e as 
compensações.

— O Brasil trabalha enquanto os ricos países desenvolvidos
 emitem? Isso vai aparecer no debate sobre a segunda rodada
 de compromissos  do Protocolo de Quioto, mas vai ser definido
 de 2013 a 2015.

Ela se referiu ao período que vai anteceder o novo 
Acordo-Quadro  sobre Mudanças do Clima entre os países 
signatários da Convenção  das Nações Unidas.

As estratégias brasileiras para manter o ritmo de redução de
 emissões  têm sido estudadas por representantes do Ministério 
da Fazenda e do  MMA. A definição de políticas de mudanças do 
clima também está na  pauta de discussões do  Congresso
 Nacional.

Ainda que o Brasil defina compromissos internamente, a questão
 precisa ter  uma regulamentação internacional, assim como a
 definição  do Redd — sigla que define a Redução das Emissões
 Geradas com  Desmatamento e Degradação  Florestal nos Países
 em Desenvolvimento. O mecanismo, que tem sido o centro das 
polêmicas  nas discussões sobre clima, funcionaria como uma 
 compensação  financeira para os países em desenvolvimento 
ou para  comunidades desses países, pela preservação de suas
 florestas.

Segundo Izabella Teixeira, o Fundo da Amazônia é o único
 mecanismo  de REDD,  em prática, que o governo reconhece.
 O fundo foi criado em  2008 para captar  doações para investimentos
 em prevenção,  monitoramento e combate ao  desmatamento e
 para a conservação e o  uso sustentável das florestas amazônicas.

— O que adianta eu implantar mecanismos que, muitas vezes,
 depois, não são  reconhecidos internacionalmente. Lembro
 que a conta tem que  ser paga  pelos países desenvolvidos
 que não estão reduzindo suas  emissões na magnitude que
 deveriam.

A ministra acrescentou que o governo brasileiro retomou a
 negociação  de um acordo com os Estados Unidos para
 estabelecer a segunda fase  de cooperação  destinada ao 
monitoramento e combate a incêndios e queimadas, nos
 moldes da  parceria firmada na década de 1990.

— Isso envolve o desenvolvimento de tecnologias para o 
monitoramento de  queimadas, treinamento de pessoas 
no combate a incêndios  florestais e a  qualificação dos
 gestores de áreas protegidas no  manejo do fogo no
 Brasil.

O acordo também está sendo debatido com especialistas
 da UnB (Universidade de Brasília) e dos serviços florestais
 americano e brasileiro.

-que-brasil-reduz-desmatamento-07112012

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